terça-feira, 26 de novembro de 2013

rapidinhas

              
(limeriques)

                 
Se cruza a avenida ao sinal
uma traseiro sensacional,
tudo no mundo estanca;
é só a bunda que avança;
e explode uma salva de paus.
     

*

             
Quase nunca dá seu anel
a patricinha do Batel.
Tesão é coisa cara!
Qual o status da vara?,
se indaga enxaguando em Chanel.

                   

(haicais de boca)


queria dizer
não com a língua de falar
(mas) a de lamber


*

feliz a menina
lambidelas no sorvete
que nunca termina

                             

(quadras idílicas)

       
Molhava-se a camponesa
num bucólico regato;
molhava-se com certeza:
na greta o falo era um fato.

  
     
Ama mesmo os passarinhos
a ecologista querida:
para aninhá-los – seu ninho,
para animá-los – comida.



(epigramas)


E mostra, tão vivida e ainda boa,
com quantos paus se faz uma coroa.


*

(sermão da cafetina)


Erguei, erguei vossos paus para os céus,
pois Deus abençoa a todos os créus.


          
* dois de quatro poemas de cada modalidade; da seção "peças de quatro" (xifópago & pistoleiras).                     

Um comentário:

  1. muito bons! mas o recato me impede de assinar o comentário...

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