segunda-feira, 5 de setembro de 2011

manuel do barro

                      
● caramujo:
observeio
por duas horas
a fio.

se se moveu
(o pequeníssimo mundo
sobre as costas),

foi um nada
de milímetros.

ficou ali,
(de)colado,
sobvoando.

pousou-se

na lata enferrujada
da copa de um rio.

***

apenas isso
e se compõe um ballet
para pedras e caramujo.
                               

3 comentários:

  1. Olá, Rodrigo, tudo bem ? Publiquei este poema no Facebook. bjs

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  2. lindeza de poema. abração. Lepre.

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  3. valeu, marília e leprevost! amigos e irmãos de tinta. abçs.

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